segunda-feira, 24 de outubro de 2011
sábado, 8 de outubro de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
MEDITAÇÃO TRANSCENDENTAL
E.C.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
"A DOR" são BÓIAS que emergem das águas profundas do MEDO para que possamos voltar a observar e a discernir a REALIDADE que é a VIDA.......Eu continuo...ESTOU VIVA!!!!!!
Álvaro de Campos
Na Noite Terrível
Na noite terrível, substância natural de todas as noites,
Na noite de insónia, substância natural de todas as minhas noites,
Relembro, velando em modorra incómoda,
Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida.
Relembro, e uma angústia
Espalha-se por mim todo como um frio do corpo ou um medo.
O irreparável do meu passado — esse é que é o cadáver!
Todos os outros cadáveres pode ser que sejam ilusão.
Todos os mortos pode ser que sejam vivos noutra parte.
Todos os meus próprios momentos passados pode ser que existam algures,
Na ilusão do espaço e do tempo,
Na falsidade do decorrer.
Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei;
O que só agora vejo que deveria ter feito,
O que só agora claramente vejo que deveria ter sido —
Isso é que é morto para além de todos os Deuses,
Isso — e foi afinal o melhor de mim — é que nem os Deuses fazem viver ...
Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;
Se em certo momento
Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim;
Se em certa conversa
Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro —
Se tudo isso tivesse sido assim,
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente levado a ser outro também.
Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido,
Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo;
Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse;
Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas,
Claras, inevitáveis, naturais,
A conversa fechada concludentemente,
A matéria toda resolvida...
Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói.
O que falhei deveras não tem esperança nenhuma
Em sistema metafísico nenhum.
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei,
Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar?
Esses sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver.
Enterro-o no meu coração para sempre, para todo o tempo, para todos os universos,
Nesta noite em que não durmo, e o sossego me cerca
Como uma verdade de que não partilho,
E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível p'ra mim.
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011
"O TEU RISO?" Perguntaste... Eu não me vi ......não estava lá!!!
Tenho estórias para contar... tantas!!!...
Se eu pudesse voltar atrás!!!!!
Se eu pudesse regressar no tempo,
Se eu pudesse regressar no tempo,
como eu quereria mais!!!!!
Se eu tivesse recebido aquele rio que de tão pouco nada tinha ...
Se eu tivesse fechado as minhas pequenas mãos
Se eu tivesse recebido aquele rio que de tão pouco nada tinha ...
Se eu tivesse fechado as minhas pequenas mãos
e não deixasse o rio transbordar
Se eu saltasse no tempo para me envolver nos infinitos do universo ,
Mas eu não compreendi ...
Perguntaste pelo meu riso que incendiava os dias
e eu não ri ,
não conhecia as gargalhadas que contém a energia dos atómos da vida....
Perguntaste pela alegria das águas com a cor intensa do meu sangue jovem
Perguntaste pela alegria das águas com a cor intensa do meu sangue jovem
e eu não vibrei com as cores do arco íris
continuei no daltonismo,
a não reparar !!!!
a não crer.!!! que acreditavas no Sol feito com meu grão de areia ..
Porque não voei eu com os pássaros desse tempo?
Porque não deixei que soubesses algo de mim!!!.
Eles nunca se teriam cansado.....!!!!!
Eles nunca se teriam cansado.....!!!!!
E a pétala continua com saudades...
luz\out\08
POR MINHA CONTA....
Por Minha Conta Lyrics
Ana Moura
Fiquei por minha conta
Mercê dum passo incerto
A culpa em mim se apronta
Ronda-me a alma por perto
Fiquei num olhar fundo
Perdido não sei onde
Só sei ceder-me ao mundo
Onde o meu ser se esconde
A noite é fria
Nebulosa bruma
Que me seguia
A parte nenhuma
Tudo é vazio
Na mão fechada
Cerra-se o frio
Não deu por nada
Fiquei ao fim de tudo
Num tudo sem ter fim
E a voz dum grito mudo
Anseia saber de mim
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